O assunto de hoje é sobre algo que se ainda não foi pauta na sua vida, com certeza ( e se Deus quiser) ele um dia será ( desejo que seja logo).
A compra do primeiro imóvel traz consigo ínumeras angústias, dúvidas e muita ansiedade, tanto é a quantidade de opção no mercado. Se você mora em São Paulo, talvez essa confusão se multiplique por um milhão, pois além de tudo os preços não são nada amigáveis.
O que eu observo é que muitos entram no aluguel de forma temporária e acabam não conseguindo sair mais dele.
De fato, não é nada fácil pagar todas as contas de casa + aluguel + lazer (saídas,viagens,compras,etc) e ainda sobrar dinheiro para uma poupança. Em 99% dos casos descartamos a opção de pagar a vista o primeiro imóvel.
É óbvio que se você puder, se programe para a compra ainda na casa dos pais quando não se preocupa com as contas chatas ( luz, agua, telefone, supermercado, etc).
Mas se você já esta morando sozinho e não ver a hora de trocar o aluguel pelo financiamento, se acalme e não se descabele! Saiba que ter um teto para chamar de seu é mais fácil do que se imagina.
A primeira grande dúvida: Na planta ou pronto?
Bom, as duas opções tem prós e contras vamos analisá-las.
Imóveis prontos: PRÓS
1. Ele já esta...pronto (bem óbvio mesmo)! Dessa forma você não precisa esperar ou se preocupar com atraso na obra.
2. Ele pode parecer ( numa primeira vista) mais barato do que os na planta
3. Você consegue encontrar opções de apartamentos em condomínios menores que não parecem um clube.
Contra:
1. Analise bem o passado e a idade do seu alvo. O fato dele estar pronto não te isenta de dores de cabeça, com encanamentos antigos, planta elétrica, pisos quebrados, mofos e infiltrações normais na maioria dos imóveis. Na maioria das vezes o imóvel requer uma reforma e lidar com pedreiros não é algo divertido para pessoas normais e que principalmente trabalham fora e não tem tempo para ficar em cima dos empregados. Além disso, reforma também não é muito barato, então além de colocar na ponta do lápis, o dinheiro da entrada + valor da documentação + valor dos móveis, você ainda precisa pensar em quanto gastará com a reforma.
2. Nenhum banco financia 100% e a entrada deverá ser a vista, ali em cash pro proprietário ( se o imóvel for muito antigo ainda tem a possibilidade de nem ser financiável). Então a conta deve ser entrada ( no mínimo 10% do valor total do imóvel) + documentação (varia de 5 a 8% do valor do imóvel) + mobília ( pensando que não há necessidade de reforma).
3. Ele não é tão mais barato assim. Um imóvel que você paga R$200.000,00 hoje em dia, foi comprado por R$100.000,00 há três anos (ou até menos) , ele valorizou 100% e o proprietário já está lucrando bem em cima da venda. É o mesmo pensamento que você tem que fazer quando compra um na planta: Estou pagando R$200.000,00 agora, mas quando eu receber já vai estar valendo R$300.000,00, ou seja, a diferença é que o imóvel na planta possui preço de mercado e de comparação atual e não dá pra comparar com um que foi construído com outros valores e parâmetros.
De outro lado temos o apartamento na planta que tem pipocado em todos os lugares em que há um terreninho vazio. E é a forma mais fácil para quem não se planejou.
Prós:
1. É entregue tudo novinho e com cinco anos de garantia pela construtora. Qualquer problema de vazamento ou outra coisa pode ser resolvido sem custo adicionais.
2. Se você aproveita um lançamento tem exatos 36 meses para se programar. Com um plano de açao em mãos tem como fazer uma poupança para os móveis, decoração, gesso, piso, para que fique tudo do jeito como sempre sonhou.
3. Geralmente você paga 25% do valor total no período de obras ( ou seja, nos 36 meses). A entrada é algo em torno de 6% que pode ser parcelada em 4 vezes o restante você paga em suaves prestações.
Contra:
1. Sempre há o risco de atraso na entrega. A justiça tem sido rigorosa, mas dar certeza mesmo, nós não podemos. Além disso nao vamos nos esquecer que há o atraso contratual de 180 dias além do período de obras. Ele é considerado legal.
2. O saldo devedor, bem como as parcelas sao corrigidas mês a mês pelo INCC ( índice nacional do custo da construção), que gira em torno de 6% ao ano. A maioria dos corretores não informa direito os seus clientes sobre isso, o que acaba gerando muita confusão no financiamento com a Caixa.
3. Você acaba ficando mais amarrado. Eles te empurram desde o corretor até a empresa de documentação, aproveite para tirar todas as suas dúvidas e ficar bem confortável com esses profissionais que serão essenciais para você.
4. Se você deixar para última hora terá prazo para pagamento bem mais curto, o que pode dificultar um pouquinho.
Agora que vocês já sabem um pouco mais sobre as duas formas de comprar um imóvel, qual preferem!? Estão na procura?
Até mais!
Beijos!
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